Salvador, 18 de Julho de 2016
Isabela, Bebela, Belinha, Bela, Florzinha / Pedro, Pepê, Pepo,
Tronquinho,
Dizem que existem dias que são diferentes dos demais, sem qualquer
razão aparente. Hoje talvez seja um desses...
Seja por conta da minha criação ou mesmo pela minha personalidade
(talvez mais por conta de uma junção das duas), sempre tive um foco muito
grande no trabalho. A ideia sempre foi conseguir uma situação financeira mínima
para permitir que pudéssemos viver confortavelmente, gozando das benesses que o
dinheiro pode nos dar. Ainda penso que isso é indispensável, mas talvez não
seja tão importante quanto eu o considerava.
Nessa linha de pensamento, passei inúmeras horas trabalhando e
procurando crescer profissionalmente. Essas horas, infelizmente, não se
resumiam ao período passado no escritório ou em viagens a negócios, mas também
consumiam tempo precioso que poderia ter sido dedicado ao meu crescimento
pessoal ou, mais importante ainda, à vocês.
Meu pai sempre me disse (segundo ele, o vô Quinzinho que assim o
falava) que devemos aproveitar cada momento da vida de nossos filhos, pois
esses nunca voltam. Por mais óbvia que seja essa afirmação, é impressionante a
nossa (pelo menos a minha) incapacidade de não percebe-la em sua totalidade e
de não lhe dar a devida importância e atenção. Portanto, decidi que hoje, um
dia como outro qualquer, será o dia em que tentarei alterar o meu modo de vida.
Desta forma, minha primeira ação será iniciar algo que eu pretendia ter
feito (e me cobrei por inúmeras vezes) desde que a Bebela nasceu: um diário.
Não tenho pretensão de que esse seja um diário no sentido exato da palavra, ou
mesmo que ele venha a retratar tudo o que eu passo. Pelo contrário, penso nele
numa forma de me comunicar com vocês. Colocar aqui o que, por uma razão ou
outra, não consegui me expressar com totalidade.
Tentarei ser o mais impessoal possível, inclusive mostrando um lado meu
que sequer sua mãe imagina (ou se imagina, que não conhece). Deixo claro,
porém, que isso não é algo que eu me orgulhe. Pelo contrário! Gostaria de ser
mais aberto e extremamente pessoal quando estou com aqueles a quem eu mais amo,
mas por alguma razão eu simplesmente não consigo me expressar com toda
plenitude. Vamos ver se mudamos isso daqui pra frente...
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